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Semana da Enfermagem em Juazeiro destaca protagonismo da enfermagem nas secretarias de saúde


19.05.2026

Enquanto muita gente ainda associa a enfermagem apenas ao cuidado direto com pacientes, a Semana da Enfermagem promovida pelo Coren-BA, nesta terça-feira (19), em Juazeiro, mostrou que a profissão está ocupando um espaço muito maior: o das decisões que movem o sistema de saúde.

Com uma programação que misturou debates políticos, ética profissional e oficinas práticas, uma discussão cada vez mais urgente ganhou destaque: afinal, por que os enfermeiros estão assumindo posições estratégicas dentro da saúde pública?

A resposta apareceu logo na abertura do evento.

O vice-presidente do Coren-BA, Júlio Cézar Jr, destacou um movimento silencioso, mas gigantesco, que vem acontecendo na Bahia: os enfermeiros estão chegando ao comando das secretarias municipais de saúde.

“Hoje cerca de 55% dos secretários de saúde são enfermeiros”, afirmou.

Pode parecer apenas um dado burocrático. Mas ele revela uma mudança profunda. Durante décadas, médicos ocuparam naturalmente os cargos de liderança na saúde pública. Agora, profissionais historicamente vistos apenas como executores do cuidado começam a assumir o volante da gestão.

E isso não acontece por acaso.

Segundo Júlio Cézar, os prefeitos enxergam nos enfermeiros uma formação que mistura técnica, organização e gestão de pessoas, algo essencial para manter o sistema funcionando em cidades onde faltam recursos, equipes e estrutura.

Juazeiro é um exemplo dessa transformação. O atual secretário municipal de saúde, Helder Coutinho, também é enfermeiro.

E foi ele quem resumiu, talvez da maneira mais direta possível, o tamanho da dependência que o sistema de saúde tem da categoria:

“Se faltar um médico no plantão, a unidade ainda consegue funcionar. Mas sem a enfermagem não funciona.”

A frase causou impacto porque desmonta uma percepção antiga da saúde brasileira: a de que a enfermagem seria apenas um apoio operacional.

Na prática, hospitais, UPAs, postos de saúde, salas de vacina, emergências e UTIs giram em torno desses profissionais. São eles que monitoram pacientes durante 24 horas, organizam fluxos, fazem triagens, registram informações vitais e garantem que o atendimento continue acontecendo mesmo nos cenários mais caóticos.

E talvez por isso a edição da Semana da Enfermagem em Juazeiro tenha apostado justamente em três palavras como tema central: Ética, técnica e política.

A palestra magna, ministrada por Júlio Cézar Jr, discutiu esses pilares como elementos “inegociáveis” do cuidado em enfermagem uma combinação que mostra como a profissão deixou de atuar apenas na assistência e passou a disputar espaços de influência.

A programação também contou com espaço para discutir um tema que parece burocrático, mas que pode definir a segurança de um paciente: os registros de enfermagem. A palestra foi conduzida pela enfermeira fiscal Patrícia Sales e abordou como anotações incorretas podem comprometer os profissionais em processos civis, criminais e administrativos.

O evento ainda contemplou oficinas práticas, como a de tratamento de feridas, conduzida pela enfermeira Tatiana Benevides, e a oficina de urgência ministrada pelo enfermeiro Jadson Teixeira.

Para a enfermeira Suenia Maciel, representante do Hospital Unimed de Petrolina e do Hospital Regional de Juazeiro, o encontro foi além da atualização profissional.

“Ampliou o olhar sobre ética, conhecimento e promoveu trocas sobre o nosso trabalho”, destacou.

A programação contou também a presença dos conselheiros Benedito Fernandes, Laís Theodoro e Cirlane Moraes, além da do presidente do Conselho Municipal de Saúde, Robson Vieira. 

Fonte: Ascom Ilani Silva

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